A Insurreição Alentejana de 1912

Posted on 25 de Junho de 2012

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…/ À miséria vivida nos campos alentejanos, somava-se a desilusão face a uma república que, transposta para o quotidiano, se desdobrava em medidas que declaradamente punham gravemente em causa os trabalhadores e deitava por terra esperanças de melhora das condições de vida. A insurreição dos rurais alentejanos em 1912, uma memória de luta e solidariedade, conserva, cem anos passados, todo o sentido, porque a situação dos jornaleiros de ´12, pau para toda a obra, encontra eco na dos “flexíveis” dos nossos dias. Salvaguardem-se, ainda assim, as diferenças, pois, não será difícil imaginar que, estes rurais tinham muito mais a perder do que nós hoje em dia, quando fazemos uma greve /…

Alambique 4: p.31 – A Insurreição dos Rurais Alentejanos de 1912  [M. B.]

Saber mais ainda em:

Eduardo M. Raposo (2001) – A Greve Geral de Évora de 1912:

Ponto Cimeiro dos conflitos sociais no Alentejo nos alvores da República

in A Cidade de Évora, II Série, nº 5, 213-230 (Para ler e descarregar AQUI)

…/ Esta movimento grevista alentejano, significativamente denominado na sua globalidade por «Insurreição Alentejana» terá na greve geral dos trabalhadores rurais do distrito de Évora o seu apogeu (…) ao transformar-se num acontecimento social e politico com impacto nacional, (…) vai  propiciar ao movimento sindical revolucionário a oportunidade da sua primeira confrontação directa com o Estado, assim como opera a ruptura dos operários organizados com a Republica democrática burguesa. /…

Ver ainda a Ilustração Portuguesa, 1912 (em baixo e disponível AQUI)

 

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