Para a história (hoje) do Eco-Anarquismo em Portugal

Posted on 6 de Novembro de 2012

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O “eco-anarquismo” na região portuguesa encontra duas referências importantes em Gonçalves Correia, cujo naturismo libertário de inicos do século abriu caminho ao ecologismo dos anos 70/80, e nessas décadas em Afonso Cautela, que fará no próximo ano 80 anos, e foi o fundador do Movimento Ecologista Português (1974). O jornal A BATALHA recorda em boa hora na ultima edição de Setembro/Outubro, estes dois naturais do Baixo Alentejo.

Sobre o primeiro prossegue Francisca Bicho a exposição que organizou em seu torno, numa série de artigos em torno da sua vida e pensamento, neste jornal do Centro de Estudos Libertário sem esquecer a atualização de novos materiais no blog antoniogonçalvescorreia

A exposição “Gonçalves Correia, a Utopia de um Cidadão” está patente em Évora ao longo deste mês no corredor da Biblioteca Geral da Universidade de Évora.

Sobre Afonso Cautela, nascido em 1933 em Ferreira do Alentejo, é em testemunho direto recolhido por António Cândido Franco, que o mesmo nos dá conta da sua eterna posição de “franco-atirador” desalinhado e libertário ou da sua relação com o movimento anarquista no pós 25 de Abril e sobre o caminho que o ecologismo veio a tomar: seja pelos Verdes seja pela Quercus “de onde a ideia ecológica (radical e libertária, portanto utópica) está bastante afastada, como não podia deixar de ser” Hoje reler Ecologia e Luta de Classes (1977) passe o véu do tempo e o prenuncio dos acontecimentos continua a ser atual para perceber ”quanto custa o progresso engendrado por tecno-capitalistas”. As suas reportagens sobre Sines, Alqueva ou a eucaliptização de Portugal continuam a apontar aos “pontos cardiais da destruição”.

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