IV Jornadas Da Soda Cáustica – 13 a 17/03 ‏na Gato Vadio (Porto)

Posted on 11 de Março de 2013

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Quarta, 13 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h
Filmes + debate DA REVOLTA CONTRA O TRABALHO ASSALARIADO AO DESEMPREGO COMO MODO DEVIDO

Com: Júlio Henriques

Na década de 1970, o movimento ofensivo dos trabalhadores estava em luta contra o trabalho assalariado, apreendido como a forma de escravidão moderna. De então para cá, o retrocesso político, comandado pelo desenvolvimento tecnológico, criou sedutoras submissões voluntárias. 

19:00h  A classe operária vai para o paraíso [La clase operaia va in paradiso], de Elio Petri (Itália, 1971)

21:30h Themroc, de Claude Faraldo (França, 1972)

Quinta, 14 de Março
Aberto das 19:00 às 24:00h

Conversa:  21h30

O MITO DO PROGRESSO E AS ILUSÕES RENOVÁVEIS

Por: Félix Rodrigo Mora

No contexto de hiper-industrialização das sociedades, as verdades fabricadas no invólucro “sociedade do progresso” – o encantamento que provocaram, o seu uso manipulativo por parte das elites políticas, a cumplicidade acrítica da tecno-ciência universitária, o desastroso retrato social e ecológico que, nas últimas 3 décadas, veio à superfície na sequência da adopção económica dos programas oficiais do progresso, etc. – não fizeram mais do que legitimar uma gigantesca máquina de dominação que, em vez de libertar os humanos, restringiu o seu espaço de autonomia e determinou o seu destino social e político. Serviçais de uma megamáquina, incapazes do cuidado de si, impotentes para autodeterminar as nossas necessidades e de satisfazê-las por nossa conta, passámos a estar dependentes de um regime total de profissionalização incapacitante e ficámos órfãos de um projecto humano e social que consignasse a cada qual o controlo sobre as suas vontades e decisões. A par com a narrativa do progresso e do bem-estar, garantidos pela bênção da tecno-ciência, vieram as “ilusões renováveis”, um conjunto de propostas do ecologismo reformista, como o benquisto “desenvolvimento sustentável”, cedo integradas pelo sistema, para recauchutar o seu programa de dominação e dar um pouco de viço à fachada do capitalismo verde. A dimensão do controlo político, económico e militar de uma elite sobre a maioria da população é inextricável da extensão do domínio das fontes de energia exercido por essa mesma elite.

Félix Rodrigo Mora, escritor, filósofo e historiador autodidacta, tem desenvolvido uma das mais aprofundadas críticas, radical e independente, de que há registo sobre o tema da “sociedade do progresso”, da tecno-ciência e da crise ecológica, quer em colectivos (“Los Amigos de Ludd”), quer em vários livros de sua autoria, como El giro estatolátrico. Repudio experiencial del Estado de Bienestar (Maldecap, 2011) ou Seis estudios. Sobre política, historia, tecnología, universidad, ética y pedagogía (Brulot, 2010) ou colaborando em publicações como a Diagonal, The Ecologist,Generación.net, Soberanía alimentaria, biodiversidad y culturas, Agenda Viva, Madrid histórico.
Sexta, 15 de Março 
 Aberto das 19:00 às 02:00h
 

Conversa:  21h30

NÃO IMPORTA SE É POSSÍVEL, A REVOLUÇÃO É NECESSÁRIA
Por: Félix Rodrigo Mora

Mesmo entre as correntes teóricas radicais, predomina um paradigma romantizado da revolução possível. O possibilismo como raiz conceptual de uma ideia transformadora da realidade tende a definir o seu programa de acordo com os limites da realidade dada, caindo frequentemente em teses reformistas ou salvacionistas. O domínio do possível pode ser tanto o substracto do milagre de Fátima quanto a chama que tantas vezes alimenta as utopias românticas. O possível é aquilo que atiramos para os amanhãs. É o infinito, a metafísica, enquanto “comemos chocolates” e os políticos, padres e polícias, nos tratam da saúde, pois todas as religiões “não ensinam mais que a confeitaria” (Pessoa).

Ao conceito de “omnidade do possível” de G. Bataille, só é possível contrapor a insubordinação ao infinito (dos possíveis) e a recusa indefinida a toda a determinação. “É preciso aceitar ser finito: estar aqui e em nenhum outro lugar, fazer isto e não outra coisa, agora e não sempre, ou nunca; ter apenas esta vida” (André Gorz).

A crítica ao possibilismo do pensamento político é por extensão uma crítica que atinge a crise da esquerda, denuncia a sua cultura parlamentar e flagra a sua descrença numa transmutação real e radical dos valores e das instituições sociais.

Félix R. Mora é uma das poucas vozes conhecidas que defende um processo revolucionário não enquanto possibilidade, mas como necessidade. Se o que é possível pode ser inevitável, o que é necessário não se pode evitar.

O autor de Crisis y utopía en el siglo XXI (Maldecap, 2010) vê a profunda mudança social por meio da adopção da prática revolucionária, como via necessária para atingir objectivos de emancipação e de autonomia, e como forma de reverter o actual desastre ecológico.

Performance poética:  00:00h 
QUANDO A CABEÇA EXPLODE

Por: Júlio Henriques e Nuno Pinto
Sem chefes não há rebanhos e isto é uma grande catástrofe.

Sábado, 16 de Março 
 Aberto das 16:00 às 24:00h

Apresentações:  15:00h

FLAUTA DE LUZ – BOLETIM DE TOPOGRAFIA Nº1 

Crítica social e da tecnologia/ Poesia ameríndia. Por: Júlio Henriques (Editor e coordenador).

«O presente boletim tem como antepassados as revistas “Subversão Internacional” (Lisboa, 1977-1981) e “Pravda – Revista de Malasartes” (Coimbra, 1982-1992), bem como diversas incursões nas revistas “Utopia”, “Coice de Mula” e “Cadernos Periféricos”. Os primeiros números desta publicação coligem textos de vária procedência que tendem para um diálogo subversor dos fundamentos do presente sistema imperial» (do prólogo).

 MAPA – JORNAL DE INFORMAÇÃO CRÍTICA

“Se existem, em Portugal, quase 3000 publicações periódicas porquê colocar mais um jornal em circulação? A resposta está contida não na quantidade mas no tipo e na qualidade dos jornais de massas e canais de informação que se avistam no terreno. O seu principal objectivo não é a informação ou a educação mas sim a criação de uma cultura de medo e a fabricação de opiniões. (..) Sob a forma de jornal, publicam-se e difundem-se notícias, reportagens, entrevistas, análises, fotografias e ilustrações que sejam um contributo para ultrapassar o tal sistema económico e social baseado no dinheiro, no poder, na dominação e na exploração. Em suma, tratam-se elementos para a acção e o pensamento crítico” (do editorial).

BURACO – PASQUIM SATÍRICO PRÓ-LÍRICO

Lá do alto, onde as ideias e as acções não são sempre pela mesma ordem, onde a ordem diz e ouve, onde a voz circula em todas as bocas e onde todos, um a um, têm uma primavera por onde florescer, dissipa-se a neblina e do mastro ouve-se gritar: “Mundo novo à vista!”
OS MEDIA E AS “CRISES”. UMA OFICINA DE AUTODEFESA

Por: Rui Pereira

Jantar/Convívio:  21:30h 
 ARROZ DE TRALHA  
Vegetariano / não vegetariano
Preço: 3,5 gatos

Inscrições abertas até ao dia 15 de Março através do e-mail monteravi@gmail.com

Domingo, 17 de Março
Aberto das 17:00 as 24:00h

Concerto-benefit:  17:00h

Paulo Alexandre Jorge & Baby I Love You (In an Improvisational way!)

Pedrinho, Luca e Babi
(contributo livre)

Associação Saco de Gatos
(Livraria Gato Vadio)
Espaço reservado a sócios e seus convidados

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A Associação Saco de Gatos agradece que não seja publicitada a sua programação

(reservada aos seus associados e convidados) nos meios de comunicação social.

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