Do 25 de Abril ao 1º de Maio

Posted on 22 de Abril de 2013

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“25/04/2013 – 15:00 Local: Marquês de Pombal em frente ao Diário de Noticias

Alguns anos depois do fim do enredo inicial as forças do mal regressam com novos poderes e propósitos demoníacos. Os heróis do passado revelam-se incapazes de os combater e toca às pessoas comuns do presente reorganizar-se para enfrentar estes novos desafios.

Com interpretações notáveis, efeitos especiais inesquecíveis, uma banda sonora arrebata-corações e momentos de aventura e tensão que marcarão toda uma geração, “25 de Abril II” é já considerado o blockbuster do verão de 2013. Em parte thriller psicológico e épico bíblico é no entanto pontuado por momentos de humor hilariantes sobretudo quando os vários candidatos a “líder” do movimento são ridicularizados por toda a gente em devir comunizante e insurreccional.

A não perder, estreia dia 25 de Abril às 15h em frente ao Diário de Noticias, no início da Avenida da Liberdade. Os convidados para a estreia deverão fazer-se acompanhar de máscaras, lenços de cowboy, instrumentos musicais e outra parafernália interessante”

1º de Maio Setúbal 2013

Quando eu estou numa manifestação e me dizem “vai mas é trabalhar”, das duas uma: ou essas pessoas me estão a mandar à merda ou nunca trabalharam na vida. Não posso crer que alguém goste de acordar, obrigado, numa segunda-feira, para ir para um trabalho onde sabe que vai ter que dar 8 horas(ou mais) do seu dia a um patrão que não valoriza realmente o seu esforço e apenas quer que se cumpram todas as suas regras que ali, no seu pequeno mundo, são sagradas. Regras essas que muitas vezes, em vez de facilitar o trabalho, apenas o complicam e claro, tiram a vontade de o fazermos correctamente porque na verdade não nos importa. Regras essas que só alimentam o mau ambiente entre os colegas que num fetichismo não assumido, há sempre os que preferem esquecer que estamos todos no mesmo barco para tentar subir hierarquicamente na empresa.
Quem é que já não deu por si no trabalho a deixar a mente escapar-se por uns momentos, a pensar em mil coisas enquanto as horas não passam? quem é que já não pensou, “tava bem era em casa ou a fazer outra coisa qualquer”? quem é que ainda não suspirou ao olhar para o relógio e ver que só passaram 5 minutos? Enfim, um mês a trabalhar para recebermos o pouco que ainda somos obrigados a gastar nos supermercados dos nossos patrões, na roupa dos nossos patrões, no carro dos nossos patrões, no I-POD dos nossos patrões.. uma vida a produzir para outros enriquecerem e nós, chegamos a casa cansados e só nos apetece esquecer que amanhã há mais. Quando olhas para os teus anciãos, que chegam a velhos e ficam esquecidos pela mesma sociedade a que dedicaram a sua vida, não te perguntas, será que vale mesmo a pena? É para esta miséria que eu trabalho?

Não sou intelectual, não percebo (nem quero) de politica para ser critico. Mas ainda sou humano, operário, escravo moderno e sei que quero ser feliz. Sei que todos os partidos são falsos, sei que toda a estrutura ou pessoa ligada ao poder apenas serve os seus interesses e mas importante que tudo isso, sei que existe vida para além deste muro…

Setúbal Cidade Rebelde”

1maio2013setubal

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