Pés de Gato, em defesa da Arrábida

Posted on 12 de Maio de 2013

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Em defesa da Serra da Arrábida, o Pés de Gato, Boletim Contra a Destruição da Serra.

…/ um boletim de ideias sobre e contra os monstros do cimento e construção que destroem o que dificilmente é recuperado: a Terra. Pretende-se que continue a sair e a compilar criticas e dados sobre as cimenteiras e pedreiras, reflexões sobre a destruição dos locais que habitamos e das nossas relações.
Para que se (re)comece a pensar e agir para a destruição da cimenteira e não da serra.
Uns podem achar que somos loucos por colocar em causa uma indústria que emprega tanta gente, pela importância que tem o trabalho especialmente hoje em dia. Outros podem achar que somos inocentes por colocar em causa uma indústria com esta dimensão e poder, pela aparente impossibilidade de lhe tocar.
Sentimos as coisas de outra maneira; preferimos pôr à prova a suposta impossibilidade de algo do que sucumbir à resignação e falta de energia. Pelo simples facto de que face a uma atrocidade não conseguimos ficar quietos e calados, a frustração seria maior do que a coisa poder correr mal. /…

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Um elucidativo testemunho do papel devastador da SECIL e dos seus donos: “a Semapa, isto é, a família Queirós Pereira, uma das famílias que foi de “férias” para o Brasil em 74 e que regressou quando o poder institucional estava garantido”; mas igualmente um elucidativo testemunho dos critérios de admnistração do Parque Natural da Arrábida. Não esquecendo que “O que se está a passar com a Arrábida não é diferente do resto do quotidiano, ou seja, a avidez pelo lucro de alguns em troca do abandono total da vida de outros. Pois tal loucura, a do lucro, apenas é possível de concretizar através do controlo da vida.”

Por isso acompanha o Boletim – que legendou já duas exposições fotográficas de rua em Setúbal e Azeitão – um flyer intitulado “O trabalho não justifica tudo”. Precisamente para dar o troco ao argumento com que se julga calar tudo e todos.

Porque “o trabalho não justifica a existência da SECIL, e o que queremos é questionar se a realidade ou a possibilidade de trabalhar na SECIL justifica que se a defenda. De momento não pedimos mais nada, apenas que todos, incluindo os seus trabalhadores, reconheçamos que a SECIL não justifica tudo. Como base mínima para que outras possibilidades se abram.”

O boletim pode ser para já descarregado aqui  e o flyer que o acompanha aqui.

Pés de Gato: secilnao@gmail.com

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