O MAPA está nas ruas (nº2, Junho)

Posted on 3 de Junho de 2013

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Para quem são as cidades em que vivemos?

Em Portugal, reconstruir, requalificar, renovar e revitalizar são palavras ouvidas no espaço público pela boca das instituições locais e dos governantes. A verdade é que as cidades atravessam grandes mudanças. Na base de muitos destes processos estão modelos que consideram a cidade como um grande mercado a céu aberto para empresas, onde os seus interesses e lucros se sobrepõem à vida dos habitantes. É, também, na sequência destes processos, que se aproveita para “limpar” as cidades e afastar, dos olhos dos turistas e do comércio, os pobres, os imigrantes e os marginais. O jornal mapa recolhe visões sobre processos de transformação locais e dinâmicas urbanas nas cidades de Coimbra, Porto, Lisboa e Rio de Janeiro.

(artigos incluidos no Caderno Central do Mapa nº2: Cidades: Reabilitar e Renovar… Para Quem?)

  • Zona Privada de quase acesso público
  • O poder a olho nú
  • Quem não tem dinheiro está fora do jogo
  • Candidatura da UC a Património Mundial e o “saneamento” da cidade de Coimbra
  • Hegemonia na cidade e seus descontentes

A Monsanto à conquista do Alqueva

No passado dia 25 de Maio, centenas de cidades em todo o mundo mobilizaram-se contra a multinacional Monsanto e a proliferação de organismos genéticamente manipulados (OGM). Os protestos tiveram também como alvo a nova Lei das patentes que concede à Comissão
Europeia um controlo absoluto sobre a circulação de sementes. Beneficiando do regadio do Alqueva, junto a Serpa, existem já 48 hectares de teste para o cultivo de milho transgénico.

Coutada contra o parque de ciência e inovação

Na Coutada, em Ílhavo, os planos para a construção do Parque da Ciência e Inovação, destinado à instalação de empresas, tem sido alvo de contestação por parte de moradores da zona. Este empreendimento, ao ocupar cerca de 35 hectares de terra, destruirá terrenos agrícolas, casas e quintais.

Os tentáculos da secil

São visíveis, na superfície da Serra da Arrábida, gigantescos buracos consequência da extracção de minérios. Na origem deste atentado encontra-se a empresa SECIL e o seu complexo fabril para a produção de cimento no Outão, em Setúbal. Quase a atingir 100 anos de existência, esta é apenas uma ligação numa extensa rede de negócios, grupos económicos e actividades ligadas a exploração da Terra.

A investigação científica refém da lógica de mercado

A (re)descoberta do grafeno anunciada em 2004 por dois cientistas russos, Andre Geim e Konstantin Novoselov, premiados com o Nobel da Física em 2010, atraiu imediatamente a atenção de um dos principais sectores económicos dos nossos dias, o tecnológico. O interesse pelo potencial deste “novo” material levou a uma redistribuição completamente diferente dos recursos reservados para a investigação científica. No início deste ano a Comissão Europeia anunciou a entrega de mil milhões de euros durante dez anos para a investigação deste material.

Salvamos as pessoas da fome, salvamo-las da ocupação

Neste momento, na Grécia, o número de desempregados ronda o milhão e meio, sendo que 60% destes são jovens. A natalidade desceu e a subnutrição infantil aumentou. De 2010 para 2011, as infecções de HIV aumentaram 52% e os suicídios aumentaram 17%. Perante a destruição do sistema nacional de saúde as iniciativas de solidariedade neste campo começaram a aparecer por todo o país, neste momento exitem cerca de 25 clínicas solidárias.

Quem matou o juíz?… Foi Mortágua!

A assunção do acto da morte do Juiz de Fora por toda a população de Mortágua, para além de ter evitado qualquer repressão judicial posterior, mediante o silêncio sobre os factos, ficou para a história como um acto exemplar de união de um povo contra a injustiça.

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